Francisco Brennand - pintor, escultor, gravador, ceramista, muralista, é considerado uma das maiores expressões das artes plásticas do atual cenário mundial.
Nasceu em 1927 em Recife, Pernambuco, aonde vive.

Na minha última viagem à Recife, para passar os feriados de final de ano e parte do mês de janeiro, fui visitar mais uma vez a oficina de Brennand, seu ateliê e espaço permanente de suas obras.
Desde que o visitei, da primeira vez a esta última, senti um profundo impacto, uma sensação indescritível, uma celebração à vida, um deslumbramento que tem se repetido sempre que visito o conjunto da antiga fábrica de cerâmica, cercada por jardins de Burle-Marx. O conjunto todo é um resgate à vida, a tudo que ela tem de forte, belo, monstruoso, frágil e sexual, que nos apressa para querer ver todo aquele conjunto, cerca de duas mil obras, são corpos inteiros, cabeças, bundas, pássaros, flores e lagos.
Academia – espaço de exposição de cerca de 200 quadros do mestre Brennand, trabalhos belíssimos sobre o qual escreveu Jorge Amado:
Exposição no MASP
A mostra reúne no MASP 370 obras emprestadas por vários museus italianos. Há desde jóias, esculturas, afrescos, mosaicos, vestimentas e outros objetos que mostram a trajetória do “Império Romano” surgido um século antes de Cristo.
A exposição foi criada especialmente para museus do Brasil, e deve-se em grande parte ao curador Guido Clemente, que viveu em São Paulo entre 2001 e 2005.
Muitas das obras são enormes e pesadíssimas – esculturas de mármore com mais de dois metros de altura e afrescos destacados das paredes originais medindo 3,5 x 3,65m. Mas a mostra reúne ainda todo um conjunto de utensílios e cenas pertencentes à vida cotidiana: panelas, tinteiros, candelabros, anéis, talheres, lanternas, bisturis, anzóis de pesca, que nos atraem pela familiaridade como: num relevo, o vendedor de travesseiros convence seu freguês, em outro, construtores trabalhando num edifício.
O pênis ereto, associado ao culto da fertilidade, tem, nesta mostra, uma apoteose.
Os curadores trouxeram do Museu Arqueológico de Florença um enorme falo de mármore com 1,40, tem um vínculo com o culto de Príapo, o deus da fecundação.
Outro destaque é a deusa Fortuna, tão elegante e tão melancólica ao mesmo tempo. A escultura da Vênus (2 d.C.) que é o símbolo da escultura romana que a representa não como uma divindade, mas como uma mulher consciente de sua beleza.
São obras que surpreendem pela atualidade da forma e pela técnica e qualidade apurada das peças. Mas para essa exposição ser melhor fruída, coloco um resumo da história e da arte do Império Romano que dominou o mundo por séculos.
A Arte Romana
A arte romana é uma mistura de elementos gregos e etruscos.
Grego: elaboração ideal da beleza física
Etrusco: expressão espontânea da realidade
No começo os romanos encomendavam as obras de arte que precisavam aos gregos. Todas as coisas eram decoradas com inúmeras esculturas. Existiam também os retratos realísticos e relevos funerários de grande realismo.
Na arquitetura romana os frisos e colunas gregas já não servem só para mostrar beleza e harmonia, mas para criar solidez, praticidade e glorificar o estado mais do que os deuses.
A arquitetura romana será grandiosa, equilibrada e incomparável. A atenção não se concentra só no exterior, mas também na organização do espaço interno.
Surgem as construções públicas, estradas e aquedutos.
Na cidade a vida desenvolve-se não mais em torno dos templos, mas do Fórum, ponto de reunião com lojas e templos. Nos tetos surgem abóbadas e cúpulas. O panteão inspirará diversos edifícios de planta circular com abóbada e domus. Outra construção fantástica dos romanos – as Termas – que equivale a clubes modernos.
Constroem as Termas de Caracalla, fazem construções militares alusivas à batalhas.

Quanto aos arcos de triunfo e aos obeliscos podemos lembrar como exemplo a Coluna ou Obelisco de Trajano, não aparecem mais cenas mitológicas, mas do cotidiano.

Mas o gênio construtor dos romanos atinge seu máximo nos arcos em teatros, anfiteatros, circus e aquedutos. O mais famoso: o Coliseu de Roma.

A partir de Adriano (76 – 138), e até o fim do império, a arquitetura vai deixar monumentos e edificações em todos os países conquistados. No século II d.C. estende-se à Ásia e África.
Todos os monumentos deixados por Adriano nas terras conquistadas tinham uma grande influência grega, pois o imperador era amante da antiguidade grega.

O ano de 2012 de eventos culturais é um dos mais ricos e variados dos últimos tempos.
Exposições internacionais no MASP, na Pinacoteca, além de concertos de astros como o badalado pianista chinês Lang Lang.
Haverá também a realização dos eventos tradicionais como a 27ª edição do Salão do Automóvel, 22ª Bienal Internacional do Livro e a trigésima edição da Bienal Internacional de São Paulo.
MASP - 25 de JANEIRO
ROMA - A VIDA e os IMPERADORES.
São 370 peças entre esculturas, jóias, mosaicos, afrescos, vestimentas e vários objetos do cotidiano daquela época.
PINACOTECA - MARÇO
Exposição do suíço Alberto Giacometti (1901 - 1966)
Um dos expoentes da arte do século XX. Será a primeira individual dele no Brasil, trazido pela curadora francesa Viviane Wiesinger, diretora da Fundação Giacometti de Paris.
Serão exibidas 70 esculturas, inclusive várias das célebres figuras alongadas de bronze.
Haverá também pinturas, fotografias e trabalhos sobre papel. IMPERDÍVEL!

ESTAÇÃO PINACOTECA - MARÇO
RETROSPECTIVA da fluminense Lygia Pape (1927 - 2004), que esteve no Museu REINA SOFIA em Madri e encontra-se atualmente em Londres.

MASP - MAIO
Giorgio De Chirico (1888 - 1978) - EXPOSIÇÃO: O SENTIMENTO DA ARQUITETURA
Ícone da pintura metafísica, a mostra é formada por 45 pinturas, 10 esculturas e 66 gravuras.
O MASP também vai apresentar depois exposição do gênio barroco CARAVAGGIO (1571 - 1610) e de AMADEO MODIGLIANI (1884 - 1920).
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